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Economia

Itajaí arrecada R$ 2,5 bilhões e registra superávit de R$ 547 milhões em 2026

Números dos oito primeiros meses do ano foram apresentados em audiência pública na Câmara de Vereadores; gastos com pessoal e dívida ficaram dentro dos limites legais

Itajaí arrecada R$ 2,5 bilhões e registra superávit de R$ 547 milhões em 2026
Foto: reprodução / ND Mais
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Itajaí fechou os oito primeiros meses de 2026 com superávit orçamentário de R$ 547,5 milhões. Entre janeiro e agosto, o município arrecadou R$ 2,502 bilhões e liquidou R$ 1,955 bilhão em despesas. Os dados foram apresentados pela administração municipal em audiência pública na Câmara de Vereadores, na segunda-feira (28), conforme divulgado pelo ND Mais.

A receita realizada no período equivale a 64,59% da previsão anual, estimada em R$ 3,87 bilhões para o exercício. Dono do segundo maior PIB de Santa Catarina, atrás apenas de Joinville, o município do Vale do Itajaí tem a arrecadação impulsionada pela atividade portuária e pelo comércio exterior.

Do total gasto, 46,44% foram para manutenção e custeio da máquina pública e 43,05% para pessoal e encargos sociais. Os investimentos — rubrica que inclui obras e aquisição de equipamentos — responderam por 4,90% das despesas do período.

Indicadores fiscais dentro dos limites

Além do saldo orçamentário positivo, Itajaí registrou resultado primário de R$ 241,1 milhões. A Receita Corrente Líquida Ajustada (RCL) alcançou R$ 3,18 bilhões no acumulado de 12 meses, considerando o intervalo entre setembro de 2025 e agosto de 2026.

As despesas com pessoal do Poder Executivo somaram R$ 1,28 bilhão, o equivalente a 40,42% da RCL Ajustada. O percentual ficou abaixo dos limites de alerta, prudencial e máximo estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que impõem restrições a contratações e reajustes quando são ultrapassados.

A Dívida Consolidada do município estava em R$ 232,8 milhões, o correspondente a 7,30% da Receita Corrente Líquida — patamar bem inferior ao teto permitido para endividamento de municípios.

Saúde e educação

Na saúde, a prefeitura aplicou R$ 326,7 milhões entre janeiro e agosto, o que representa 21,90% das receitas de impostos. O índice está acima do mínimo constitucional de 15% exigido dos municípios.

Na educação, foram destinados R$ 370,7 milhões, ou 24,75% das receitas de impostos, percentual próximo do mínimo constitucional de 25% — patamar que precisa ser cumprido no fechamento do exercício. Já os recursos do Fundeb tiveram 90,43% aplicados na remuneração dos profissionais da educação básica, acima da exigência mínima de 70%.

As audiências públicas de prestação de contas são obrigatórias e devem ser realizadas pelos municípios a cada quadrimestre, como forma de dar transparência à execução orçamentária e permitir o acompanhamento dos indicadores fiscais por vereadores e pela população.

Com informações de ND Mais.

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