Santa Catarina registrou a segunda morte por hantavirose do ano. A vítima é um homem de 28 anos, sem comorbidades, morador de Itajaí, no Litoral Norte do estado. O óbito ocorreu em 15 de setembro, mas a confirmação da causa foi divulgada na quarta-feira (23) pela prefeitura e pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina.
De acordo com o G1 SC, o diagnóstico foi fechado após exame realizado no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). A Dive informou que o paciente teve contato com urina de rato, principal via de exposição ao vírus.
O outro óbito pela doença registrado neste ano no estado ocorreu em Rio do Campo, no Vale do Itajaí.
Como a doença é transmitida
A hantavirose é uma infecção grave provocada por vírus do gênero Hantavirus. O quadro pode evoluir rapidamente e levar à morte em até 72 horas, o que torna o diagnóstico precoce determinante.
A transmissão está ligada a roedores silvestres, como o rato-do-arroz (Oligoryzomys nigripes). O vírus é eliminado pela urina, pelas fezes e pela saliva desses animais. A forma mais frequente de contágio é a inalação de poeira contaminada, situação comum em ambientes fechados e pouco ventilados que ficaram longo tempo sem uso, como galpões, paióis, depósitos e casas de campo.
Por esse motivo, os casos costumam ter relação com atividades em áreas rurais, de mata ou de transição entre o campo e a cidade, cenário presente em boa parte do território catarinense, inclusive em regiões com forte produção agrícola e turismo rural.
Vigilância no estado
A confirmação laboratorial pelo Lacen é o procedimento adotado pela rede estadual para atestar casos suspeitos. A partir do resultado, a Dive acompanha a investigação epidemiológica para identificar o provável local de exposição ao vírus, informação que orienta as ações de vigilância nos municípios envolvidos.
Com os dois óbitos, o ano mantém a hantavirose no radar das autoridades sanitárias catarinenses. Os sintomas iniciais são inespecíficos e podem ser confundidos com outras viroses, o que reforça a orientação de que pessoas com histórico recente de contato com roedores ou com ambientes fechados e empoeirados procurem atendimento médico e relatem essa exposição à equipe de saúde.
Com informações de G1 SC.






