O metro quadrado residencial no bairro Fazenda, em Itajaí, chegou a R$ 16.934 em 2026, valor quase 27% superior à média da cidade. Os números são de levantamento da Brain Inteligência Estratégica e do índice FipeZap, que apontou preço médio de R$ 13.354 por metro quadrado no município em agosto.
O salto é resultado de uma trajetória contínua de alta. Em 2020, o metro quadrado médio no Fazenda estava em R$ 9.271. Desde então, a valorização acumulada supera 80% em seis anos, segundo os dados da Brain.
O desempenho do bairro acontece em um mercado aquecido em toda a cidade. Nos últimos 12 meses, os imóveis residenciais de Itajaí subiram 4,92%, de acordo com o relatório mais recente do FipeZap. O índice ficou acima do registrado por dois dos principais polos imobiliários do litoral catarinense: Itapema, com 4,85%, e Balneário Camboriú, com 2,82%.
Localização explica parte do preço
A posição geográfica é apontada como um dos fatores centrais para os valores praticados no Fazenda. O bairro fica próximo ao Centro e à avenida Beira-Rio, tem acesso às praias e concentra comércio, gastronomia, escolas e serviços.
Para Charles Kan, especialista em mercado imobiliário e CEO da Construtora CK, a soma de infraestrutura consolidada com novos aportes públicos e privados ampliou a procura pela região. “Itajaí passou por uma transformação nos últimos anos. A força da economia, a geração de empregos, os investimentos em infraestrutura e a qualidade de vida fizeram com que a cidade ganhasse protagonismo no mercado imobiliário. Ao mesmo tempo, percebemos que os compradores estão cada vez mais atentos à localização e à praticidade no dia a dia”, afirmou.
Ainda segundo Kan, a busca por endereços estratégicos tem estimulado o lançamento de empreendimentos compactos, que costumam exigir valores de entrada mais acessíveis.
Studios ganham espaço
Entre os projetos citados no levantamento está o Versus, lançado pela Construtora CK no próprio bairro Fazenda, a cerca de 400 metros da avenida Beira-Rio. O empreendimento reúne 204 unidades residenciais e tem VGV (valor geral de vendas) estimado em R$ 150 milhões.
A maior parte do estoque é composta por studios de 34 a 43 metros quadrados, distribuídos em uma torre de aproximadamente 96 metros de altura. O ticket médio informado é de R$ 711 mil. O projeto prevê ainda dois pavimentos de lazer, com mais de 1,6 mil metros quadrados, incluindo academia, piscina, espaços gourmet, coworking e lavanderia compartilhada.
O movimento reforça o peso de Itajaí no mapa imobiliário catarinense. Impulsionada pela atividade portuária, pela geração de empregos e por obras de infraestrutura, a cidade tem disputado a atenção de investidores com vizinhas tradicionalmente mais valorizadas no litoral norte do estado.
Com informações de ND Mais.







