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Economia

Wine Free investe R$ 7 milhões em operação de vinhos sem álcool

Unidade instalada em Flores da Cunha (RS) começa a operar em 10 de outubro com 20 vinícolas na fila de espera e oferece a desalcoolização como serviço terceirizado

Wine Free investe R$ 7 milhões em operação de vinhos sem álcool
Foto: reprodução / Economia SC
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A Wine Free investiu R$ 7 milhões em uma planta dedicada à retirada de álcool de vinhos e espumantes, com capacidade para processar até 5 mil litros por dia. A unidade fica em Flores da Cunha, na Serra Gaúcha, e tem inauguração prevista para 10 de outubro. A proposta é funcionar como prestadora de serviço industrial: as vinícolas enviam seus produtos, o álcool é retirado e a bebida retorna ao fabricante para seguir na cadeia de envase e comercialização.

Segundo a empresa, pelo menos 20 vinícolas já estão na fila de espera antes mesmo do início das atividades. Entre os clientes confirmados estão a Vinícola Angelo Luvison e a Salton. Miolo, Valduga, São João, Aliança e Courmayeur aparecem na lista de prospecção. O modelo permite que produtores testem ou ampliem a atuação na categoria de bebidas sem álcool sem precisar bancar uma estrutura industrial própria para o processo.

Consumo de álcool em queda

O negócio acompanha uma mudança de hábito já mensurada no país. Dados do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (CISA) citados pela empresa mostram que a parcela de brasileiros que declaram não consumir bebidas alcoólicas subiu de 55%, em 2023, para 64%, em 2025. O movimento abre espaço para que vinícolas ampliem portfólios e alcancem consumidores que querem reduzir ou eliminar o álcool sem abrir mão da experiência de beber vinho.

A tecnologia chegou ao Brasil por meio da italiana Opportunity, que integra o quadro societário da Wine Free ao lado de Leocir Luvison, Antonio Luvison, Ricardo Molardi e Roberto Balardin. A inspiração veio da consolidação da categoria em mercados europeus, onde os rótulos sem álcool já ocupam espaço relevante nas prateleiras.

Como funciona o processo

O principal desafio técnico é retirar o álcool sem comprometer as características sensoriais da bebida. O sistema combina separação por membranas de osmose com destilação de uma fração do produto formada por água vegetal e álcool. Tudo ocorre em temperatura inferior a 40°C, o que, segundo a empresa, ajuda a preservar aromas, estrutura e taninos.

A companhia também faz questão de diferenciar o resultado final do suco de uva: antes da desalcoolização, o produto passa por todas as etapas tradicionais de elaboração de um vinho, mantendo os atributos decorrentes desse processo.

De acordo com Roberto Balardin, diretor de operações da Wine Free, o objetivo é oferecer às vinícolas uma estrutura especializada para acompanhar a demanda das novas gerações por alternativas ligadas à saúde e à qualidade de vida, sem que cada produtor precise investir por conta própria em tecnologia de desalcoolização.

A empresa projeta ampliar a capacidade conforme o mercado brasileiro de bebidas sem álcool avance. Outro ponto monitorado pelo setor é a reforma tributária: a expectativa da Wine Free é que as mudanças na tributação favoreçam a competitividade de produtos com menor teor de álcool e de açúcar nos próximos anos.

Com informações de Economia SC.

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